Opinião

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    The World Closer

  • Num jornal brasileiro de 01/07/2015 aparecia um destaque que me chamou muito à atenção; "Obama telefona a Merkel pedindo que não deixe que a Grécia saia da Zona Euro". Estamos a falar da globalização, um fenómeno que já faz parte do nosso dia a dia

    Vivemos num mundo que se está a tornar mais próximo, onde a troca é mais frequente. De acordo com o relatório anual deste ano (2015) da OMC, está previsto um crescimento contínuo do comércio mundial em cerca de 5% até ao ano até 2020. Isso significa que este fenómeno está apenas a começar e que as relações multilaterais continuarão a estreitar-se por todo o mundo, pelo menos durante os próximos cinco anos.

    Neste quadro geral é interessante ver como cada região se especializa em determinados sectores de exportação. Hoje em dia já conseguimos identificar alguns países como os principais fornecedores mundiais de certos produtos, em que se especializaram para crescer de forma competitiva no comércio internacional.

    Nestes países que disputam um lugar para se especializarem num setor específico é onde a logística desempenha um papel fundamental, de uma forma surpreendente, define os peões neste tabuleiro de xadrez.

    Vejamos um caso concreto; selecionei um estudo de pós-graduação da Universidade de Mackenzie, São Paulo, Brasil sobre a "Competitividade de la soja Brasileira para a exportação" que me pareceu muito interessante:

    A soja é o produto agrícola mais exportado no Brasil que como produtor apenas está abaixo dos Estados Unidos, sendo assim o segundo produtor mundial da proteína vegetal mais consumida no mundo. No ano a que se referiam estes dados (2002) o principal comprador deste produto era a Holanda, seguido de muito perto pela China. Agora gostaria de apresentar o conceito do que aqui chamamos de "Custe Brasil" e enfatizar a importância de uma logística eficiente para o mundo em que vivemos.

    Continuando com alguns dados, segundo a Confederação Nacional das Industrias (Brasil) CNI, na sua publicação deCusto Brasil(2000), entre os principais entraves ao investimento direto no país, encontra-se o ineficiente sector dos transportes e os elevados custos de operação dos portos brasileiros. Particularmente neste ultimo caso, destaca-se o custo medio de movimentação de contentores nos v´+arios portos do mundo, onde se destaca a liderança do porto de Santos com USD 600, acima dos 300 USD de média de outros portos do próprio país, dos 250 USD de EEUU e até dos 120 USD de Roterdão.

    Mundialmente, o peso do transporte no custo final de um produto é por volta de 10% al 15%, dependendo da mercadoria e da época do ano (GEIPOT, 2000). No caso da soja, segundo dados da Associação Brasileira do Agronegócio (2000), a participação dos custos de transporte no valor FOB da soja americana chega quase aos 15%, enquanto na soja brasileira chega aos 30%.

      

    Com este quadro explico melhor.

     Composição dos Custos de Soja (Por Ton.) - Colocada no Porto de Roterdão

    ITEM

    BRASIL

    EEUU

    Custo de Produção 

    197 USD

    222 USD

    Frete e armazenagem regional

    15 USD

    10 USD

    Frete até aos portos

    40 USD

    10 USD

    Custo portuário

    8 USD

    3 USD

    Frete Marítimo até Roterdão

    20 USD

    15 USD

    ICMS (Impostos)

    26 USD

    -- USD

    TOTAL

    306 USD

    260 USD

    Fonte: Associação Brasileira do Agronegócio (2000). 

    Como vemos claramente independentemente do Custo de Produção ser mais baixo, a logística ocupa um papel fundamental para la competitividade de este mundo em que vivemos.

    Por tudo isto, na Transitex esforçamo-nos para que cada dia o seu mundo fique mais próximo, mais eficiente e mais competitivo, para que se sinta connosco a par dos tempos que correm.

     

    Vemo-nos em breve

     

    Enrique Garcia